sábado, 6 de junho de 2009

As eleições para o Parlamento Europeu


No próximo Domingo, dia sete de Junho, realizam-se as eleições para o Parlamento Europeu. Desde 1979 que este parlamento resulta de uma eleição directa e, após a entrada de Portugal na União Europeia, temos participado em sucessivos actos eleitorais que costumam ter um denominador comum: a reduzida afluência às urnas.
Após a euforia da primeira participação, em 1987, com uma afluência de 72,42%, a participação tem sido cada vez menor e, nos dois últimos actos eleitorais, situou-se, mesmo, abaixo dos 40%.
Este desinteresse resulta, em grande parte, do nosso “sentimento menos europeu e mais nacional” e de um processo de construção europeia em que o papel dos cidadãos é desvalorizado, procurando, quase que artificialmente, impor um modelo que, para além de complexo, é pouco conhecido. Na verdade a rejeição do Tratado de Lisboa, através do “Não Irlandês” levou a União para um caminho de ainda maior distanciamento das pessoas, dado que está a tentar ultrapassar esta dificuldade da pior maneira possível, ou seja através de mecanismos que desmobilizem o envolvimento dos simples habitantes.
Tal como acontece no parlamento português há, no europeu, uma espécie de alternância política entre dois grandes grupos centrais (socialistas e Populares/democratas) que conduz muitos eleitores à ideia de que o seu voto não alterará a correlação de forças e não alterará muito as políticas existentes.
Apesar deste desinteresse, compreensível, não nos podemos esquecer que nos próximos cinco anos serão discutidos temas, sobretudo relacionados com o ambiente, a energia, o emprego e os apoios sociais, para além dos financeiros e económicos, que poderão levar à aprovação de medidas importantes para a tentativa de implantação, em todo o espaço europeu, de modelos de desenvolvimento mais sustentáveis, factos que poderão acabar por beneficiar o nosso país. Na história do parlamento europeu há alguns exemplos de deputados, muitas vezes de pequenos grupos, que se distinguiram através dum trabalho intenso por uma Europa mais igual e mais amiga do ambiente. Nesse sentido, e praticamente apenas nesse, valerá a pena procurar informação e, eventualmente, votar.

1 comentário:

  1. no parlamento europeu, tal como em portugal, a( bipoliraração) é um facto! e isso só por si, fáz toda diferença.

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