
Imagem de: http://garatujando.blogs.sapo.pt/
Aproveitei o penúltimo dia deste mês para fazer praia no meu local de eleição na Póvoa, no seguimento da Avenida Santos Graça. Como era o último Domingo de Agosto assisti, com enorme prazer, a situações que me fizeram lembrar outros tempos, em que os “banhistas” muito pouco habituados ao contacto com o mar, tomavam banho vestidos, agarrados às cordas que prendiam o pipo e alguns, mais corajosos, aventuravam-se a nadar, com a cabeça bem levantada e fora da água.
No entanto, com o decorrer do dia, o prazer foi substituído pela apreensão. Em primeiro lugar, um desses banhistas ficou sem pé, e não fosse a imediata intervenção de dois poveiros que se encontravam nas proximidades e, provavelmente, teria acontecido uma fatalidade. Todas as pessoas que se encontravam por perto lamentaram a inexistência de qualquer tipo de actuação por parte dos nadadores salvadores que, apesar da bandeira amarela, não executavam trabalho preventivo. Lembramo-nos, com saudade e reconhecimento, do modo diferente de actuar, muito atento e interventivo, que antigos nadadores salvadores impunham na tarefa de vigiar as praias. Aliás, o meu próximo post, será precisamente sobre um grande nadador salvador de Promar chamado Guinchinho.
Durante a tarde, da apreensão passei para o desassossego total já que, com a descida da maré, começaram a surgir novos grupos de visitantes que corriam, a velocidades estonteantes pelo areal até à água, mergulhando de modo totalmente descoordenado para um mar pouco profundo e rodeado de penedos que pareciam aguardar ansiosamente pela tragédia. (Não será possível uma pequena placa informativa?)
Fui para casa, a lembrar-me dos documentários do National Geographic em que os crocodilos, bem escondidos, aguardam que os animais se atrevam a atravessar o rio.